Segundo dados do GetNinjas, o cenário aponta para um primeiro trimestre positivo no setor.

Impulsionado pela procura por serviços no período pós-festas, o mercado de serviços começou 2026 com alta na demanda. Em janeiro, o volume de pedidos ficou quase 40% acima da média dos demais meses e avançou 51,77% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados do GetNinjas.
Segundo o estudo, reformas e reparos concentraram parte relevante dos pedidos no início do ano, ligados à melhoria dos imóveis, seja para manutenção, adaptação de espaços ou reorganização da casa. Serviços domésticos e mudanças também ganharam espaço, associados à reorganização familiar e trocas de endereço.
“Janeiro funciona como um grande ponto de virada para o consumidor. É quando decisões que ficaram em espera acabam saindo do papel, o que aquece de forma muito clara o mercado de serviços”, explica Pedro Nazareth, diretor Comercial e de Novos Negócios do GetNinjas.
Os dados indicam ainda maior volume de demanda para profissionais autônomos e pequenos prestadores de serviço nesse período.
Consumo em 2026
Com o avanço da digitalização, a busca por conveniência e a preferência por experiências, as famílias vão priorizar o consumo em serviços em vez da compra de bens duráveis e discricionários no início de 2026. Segundo projeção do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo), em parceria com a FIA Business School, enquanto o varejo de bens deve recuar 0,48% no primeiro trimestre, o de serviços deve crescer 2,8%, em relação ao mesmo período do ano passado.
No varejo de bens, segmentos essenciais e ligados ao consumo recorrente devem sustentar o crescimento, com destaque para artigos farmacológicos, médicos e de perfumaria, que devem avançar 6,86%; vestuário e calçados (2,69%); equipamentos para escritório e comunicação (3,97%) e hipermercados e supermercados (1,02%).
Já os setores que dependem de maiores investimentos e crédito devem apresentar queda, entre eles automóveis, motos, partes e peças (-2,25%), materiais de construção (-1,75%), móveis e eletrodomésticos (-1,99%) e livros e papelaria (-3,56%).
🗒️ Pesquisa, Redação e Edição: Carlos Martins
✍️ Da Redação | Mercado & Consumo
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