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Os 11 melhores álbuns de rock progressivo conceituais da história, segundo a Loudwire

Publicada em: 06/12/2025 14:35 -

O rock progressivo sempre teve uma queda por discos ambiciosos, cheios de faixas ligadas por um conceito, uma história ou uma grande ideia.

Em meio a isso, o chamado concept album virou quase sinônimo do gênero: longas suítes, narrativas mirabolantes, temas existenciais e capas que já contam metade da história antes mesmo da agulha encostar no vinil. É um formato que rendeu alguns dos álbuns mais cultuados de todos os tempos – e também alguns dos mais polêmicos.

Foi exatamente esse universo que o site americano Loudwire visitou recentemente em uma lista assinada pelo jornalista Jordan Blum, que elegeu "os 11 melhores álbuns conceituais de rock progressivo de todos os tempos". A seleção vai dos clássicos setentistas de Pink Floyd, Genesis e Jethro Tull a obras mais recentes de Steven Wilson, The Mars Volta, The Dear Hunter e Coheed and Cambria, misturando consenso histórico com escolhas que devem render muita discussão entre fãs.

O ranking começa em 11º lugar com "Misplaced Childhood" (1985), do Marillion, descrito como a síntese perfeita entre neo-prog, apelo pop e narrativa sobre amores, identidade e memórias da juventude. A Loudwire destaca como o disco consegue agradar tanto quem ama climas progressivos ("Bitter Suite", "Blind Curve") quanto quem chegou pela porta dos hits, graças a músicas como "Kayleigh", "Lavender" e "Heart of Lothian".

Melhores álbuns de rock progressivo conceitual

Em 10º aparece "Hand. Cannot. Erase." (2014), de Steven Wilson, inspirado na história real de Joyce Carol Vincent, mulher que morreu sozinha em seu apartamento e só foi encontrada anos depois. Blum chama o álbum de uma das obras mais emocionais da carreira de Wilson, citando a força de faixas como "3 Years Older", "Routine" e "Happy Returns", equilibrando drama humano e climas progressivos em músicas como "Home Invasion" e "Ancestral".

A lista segue com "Frances the Mute" (2005), do The Mars Volta, que o texto trata como um verdadeiro mergulho alucinante em prog, psicodelia e jazz fusion, com a suíte "Cassandra Gemini" como ápice da loucura organizada; e "Act V: Hymns With the Devil in Confessional" (2016), do The Dear Hunter, exaltado por amarrar com refinamento a longa saga conceitual da banda com elementos de prog, indie, teatro e música de câmara.

Na metade da tabela entram os discos que cruzam prog com outras vertentes modernas. Coheed and Cambria aparece em 7º com "Good Apollo, I'm Burning Star IV, Volume One: From Fear Through the Eyes of Madness" (2005), apontado como o grande épico da banda dentro da saga The Amory Wars – com "Welcome Home", "The Suffering" e a suíte "The Willing Well" como destaques. Logo acima, em 6º, vem "The Wall" (1979), do Pink Floyd, tratado como talvez o mais famoso álbum conceitual da história, mesmo sendo menos "prog clássico" e mais ópera rock sobre trauma, fama, guerra e isolamento.

O 5º lugar fica com "Snow" (2002), do Spock's Beard, último disco com Neal Morse na banda, que acompanha a jornada espiritual de um pária chamado Snow e é descrito como um trabalho tão forte quanto muitos clássicos dos anos 1970, cheio de temas recorrentes e climas emocionantes. Em 4º, a lista retorna ao Floyd com "The Dark Side of the Moon" (1973), visto como o álbum que definiu de vez a identidade da banda nos anos 1970, costurando reflexões sobre loucura, tempo, morte e alienação em um fluxo musical praticamente perfeito.

O pódio é dominado pelo Jethro Tull e pelo Genesis. Em 3º aparece "Thick as a Brick" (1972), a "piada" de Ian Anderson com os álbuns conceituais que acabou virando um dos maiores exemplos do formato: uma única peça de 44 minutos, dividida em dois lados, misturando folk progressivo, humor, crítica e passagens instrumentais afiadíssimas. Em 2º, vem o irmão mais sombrio "A Passion Play" (1973), que na época foi mal recebido, mas hoje é defendido pela Loudwire como ainda mais ousado e fascinante, com uma viagem metafísica pelo pós-vida e trechos como "The Silver Cord" e "Magus Perdé" entre os pontos altos do prog setentista.

No topo, em 1º lugar, a Loudwire coloca "The Lamb Lies Down on Broadway" (1974), do Genesis, último álbum da fase Peter Gabriel. O texto lembra que a história de Rael – um jovem de rua em Nova York que entra numa jornada surreal de auto-descoberta – rende um dos enredos mais elaborados do gênero, amarrado a músicas que vão do teatral ("The Lamb Lies Down on Broadway", "The Colony of Slippermen", "The Grand Parade of Lifeless Packaging") ao profundamente emotivo ("Hairless Heart", "The Lamia"). Para Jordan Blum, é o pacote mais completo entre conceito, narrativa e música dentro do rock progressivo.

Mesmo assumindo que toda lista desse tipo é inevitavelmente polêmica, o jornalista defende que esses onze discos "vão resistir ao teste do tempo" como exemplos de como fazer um álbum conceitual de prog rock do jeito certo. Entre clássicos incontestáveis e escolhas mais recentes, a seleção reforça como o gênero segue vivo, reinventando a ideia de contar histórias em formato de disco.

 

🗒️ Pesquisa, Redação e Edição: Carlos Martins

✍️ Por Gustavo Maiato | Revista Whiplash

🌐 Acesso nosso website: www.passarefm.com.br

📸 Imagem/Reprodução

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